
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA – LICENCIATURA NA MODALIDADE A DISTÂNCIA - PEAD
Interdisciplina: Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais
Aluna: Daniela Pereira de Souza
Atividade:
Relate sua experiência com educação especial e/ou com inclusão. O depoimento precisa ser sobre processos educativos que vocês mesmos vivenciaram, seja na sua escola, seja na sua sala de aula, seja na sua família ou com amigos. Pode ser feito na forma de texto, audio ou vídeo. Podem incluir registros fotográficos, lembrando porém, que as imagens dos alunos devem ter autorização dos pais ou responsáveis para serem colocadas na Internet. (Caso não tenham por favor editem as imagens, colocando uma tarja sobre os rostos ou outro mecanismo para preservar a privacidade e identidade dos sujeitos.) Um outro aspecto importante é mudar o nome das pessoas envolvidas para preservar a identidade das mesmas.
Partindo da proposta de atividade sugerida pela interdisciplina Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, descrevo que até momento não experienciei de perto nenhum caso que envolvesse educação especial. No entanto, posso relatar brevemente um fato que escutei de uma conhecida minha.
No fim do ano passado a família descobriu que João, com pouco mais de um ano e meio de idade é deficiente auditivo.
Os médicos que o acompanham estão estudando a causa desta deficiência, se ela vem desde que nasceu, ou se foi seqüelas de uma convulsão que teve antes de completar um ano de idade.
No inicio quando foi descoberta sua deficiência, a família ficou assustada, pois João é uma criança como as outras, interage, brinca normalmente com outras crianças, e em momento algum os pais e avós da criança imaginavam que João pudesse não escutar, pois na convivência diária não se deram conta da reação da criança quanto a sua reação a barulhos, ou ruídos que pudessem assustá-lo, quando o chamavam e ele não atendia, até mesmo por ainda não manifestar as primeiras palavras, consideravam que era normal, que no tempo dele viria a conversar normalmente, que era o “jeitinho” dele.
Atualmente, João está com dois anos de idade, a mãe o leva a APAE aqui de Três Cachoeiras para fazer sessões com a fonoaudióloga, leva-o para consultas regularmente com um neuropediatra, faz exames que são solicitados, as pessoas que convivem com ele procuram interagir e se comunicam através de sinais.
Percebe-se um grande envolvimento da família para com o desenvolvimento de João, no que se refere a ele ter uma vida normal. Antes de ter um caso especifico na família, ele achavam ser deficiente auditivo era uma doença, algo difícil de lidar, mas agora diante de uma realidade próxima a eles, percebem que não é nenhum “bicho de sete cabeças” e que é possível levar uma vida comum, como qualquer outra pessoa.
Unidade 2
A proposta de atividade desta unidade é uma continuação daquela iniciada na unidade sobre a história. Busquem informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições. Elaborem um texto no qual vocês apresentarão os dados de uma escola específica, indicando total de alunos e docentes, etapas de escolarização, alunos da educação especial presentes (quais? quantos? com que tipo de atendimento?). Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos.
Realizo acompanhamento em uma escola estadual de ensino regular, aqui do município de Três Cachoeiras e que atende desde Séries Iniciais até o Ensino Médio.
A instituição atende atualmente aproximadamente 960 alunos, 70 servidores entre professores e funcionários.
A instituição recebe alunos com algumas necessidades educacionais especiais. Dois alunos cadeirantes, alguns com deficiência visual (usam óculos), um aluno altista e alguns alunos em distintas séries com transtornos psicológicos e neurológicos.
Conforme a Resolução CNE/CEB Nº2, de 11 de fevereiro de 2001, Art. 12 que:
“Os sistemas de ensino, nos termos da Lei 10.098/2000 e da Lei 10.172/2001, devem assegurar a acessibilidade aos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas urbanísticas, na edificação - incluindo instalações, equipamentos e mobiliário...”
Há alguns anos a escola vem adequando seu espaço físico para suprir as necessidades básicas de alunos cadeirantes que por ela já passaram. Foram construídas rampas e adquiriram mesas adaptadas para estes alunos.
A escola possui uma sala de recursos, com duas professoras designadas para trabalhar com os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, em turno inverso ao que estudam. Porem, os alunos que precisam de atendimento psicológico, neurológico e fonoaudiólogo são encaminhados para a assistência social aqui do município.
A maioria dos professores que atuam em sala de aula e tem algum aluno especial, mencionaram se sentirem despreparados para trabalharem com estes alunos. Admitem não conseguirem fazer um atendimento adequado como gostariam. Isso é devido a falta de incentivo nas políticas públicas, que por sua vez deveriam oferecer uma formação de qualidade aos professores, visando a melhoria do sistema educacional inclusivo. Esta realidade se difere do que está impresso na Resolução CNE/CEB Nº2, de 11 de fevereiro de 2001, Art. 2º que:
“Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos.”
Após ler o texto: Inclusão e seus sentidos: entre edifícios e tendas, do professor Claudio Baptista, percebo que é possível adaptar a escola para uma educação mais inclusiva, através do dialogo e da cooperação entre os segmentos da instituição. Partindo daí, podem-se compreender os diversos sentidos da inclusão e que ações devem ser realizadas na área educacional, que abrange a formação dos professores, educação de qualidade, integração, enfim, inovar, levar o aluno especial a exercer sua cidadania, conquistando seu espaço na sociedade em que vivemos.
Unidade 3
PARTE A:
A partir da pesquisa iniciada sobre a educação especial no seu município, descreva quais serviços especializados existem no mesmo e quantos alunos são atendidos por estes serviços.
A única entidade especializada em nosso município é a APAE. Além de atender aos seus alunos atende também os alunos de outras entidades de nosso município.
Ela possui 102 alunos matriculados, sendo que deste total, 42 alunos compõem as turmas e os atendimentos, e os demais 60 alunos são de outras entidades e recebem apenas atendimento especializado.
Ela oferece aos alunos de outras entidades os seguintes serviços: fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e apoio pedagógico. E aos seus alunos oferece além dos citados anteriormente também os seguintes: hidroterapia, ludoterapia, terapia ocupacional e natação.
O número de atendimentos pode variar de três a cinco, mas nunca ultrapassa esse número.
A nossa escola oferece sala de atendimento com duas professoras especializadas que atendem os alunos com dificuldades de aprendizagem em turno inverso ao letivo. Mas quando trata-se de outros casos como psicológico, neurológico entre outros os alunos são encaminhados a APAE.
Considerando as leituras dos textos propostos nossa escola embora esteja realizando no medida do possível a inclusão dos alunos com deficiência, ainda apresenta algumas falhas.
O trabalho desenvolvido na sala de recursos atende ao explicitado no texto: “Cabe ressaltar a necessidade de que o atendimento educacional especializado se dê em interface com o trabalho desenvolvido na sala de aula comum.” (pág.268)*.
Mas quando se tratam de outros atendimentos ainda ocorrem falhas, pois o trabalho desenvolvido acaba se tornando separado, ou seja, não há uma relação entre o professor comum e o especializado, há apenas uma orientação em como desenvolver o trabalho em sala de aula.
Respondendo aos questionamentos da professora Graciela quanto as falhas existentes, me refiro que embora a escola já esteja tentando incluir os alunos com deficiência, ela não oferece o apoio adequado em sua própria entidade, pois conta com apenas duas professoras, e não consegue atender de maneira eficiente a todos os alunos necessitando encaminhá-los a outra entidade, no caso a APAE de nosso município.
* Atendimento educacional especializado – concepção, princípios e aspectos organizacionais, de Denise de Oliveira Alves e Marlene de Oliveira Gotti.
Parte B:
ESTUDO DE CASO
Para desenvolver a atividade estudo de caso, escolhi a menina Amanda (nome fictício). Amanda apresenta dificuldade na coordenação motora fina, na lateralidade, análise e síntese, orientação temporal e espacial, não possui noções básicas na conservação de peso e volume. Seu raciocínio é muito lento e desordenado. Foi encaminhada para a sala de recurso, tendo atendimento com uma professora, duas vezes por semana no turno inverso de sua aula.
UNIDADE 4:
Realizarei as etapas do Estudo de Caso coma menina Amanda, com 11 anos de idade,que cursa a 5ª série, na Escola Estadual Angelina Maggi.
Ela mora com seus pais e um irmão que são dedicados, demonstrando sempre muito preocupados com ela, dando apoio sempre que necessita. Seu comportamento na sala de aula é muito insegura, preferindo ficar com os adultos ou então ficar sozinha.
Seu pai, um trabalhador assalariado, sua mãe diarista, tendo uma situação sócia econômica de classe baixa, possui casa própria, seu pai procura proporcionar o bem estar para sua família.
Comments (4)
Graciela Rodrigues said
at 9:58 pm on Apr 22, 2009
Seus relatos comptemplam os abijeitvos das unidades desenvolvidas Daniela. No segundo expõe com clareza os dados e reflexões. Seguiremos com este objetivo!
Graciela Rodrigues said
at 9:54 pm on May 21, 2009
Olá Daniela, alguns aspectos do seu relato:é importante como tu mesmo expõe que esta aproximação da Educação Especial com Educação Geral vá além do atendimento direto ao aluno, mas que esteja mais próximo a Escola deste aluno também. Quais são as falhas que você afirma no seu relato? Não esqueça de colocar as autoras do texto que você citou certo?
Nesta unidade você precisa apresentar seu estudo de caso, já tens? Caso sim, apresente-o. Bom trabalho
Graciela Rodrigues said
at 4:56 pm on May 30, 2009
Daniela, contemplaste as observações, porém ainda não apresentou seu estudo de caso, estás pesquisando?
Graciela Rodrigues said
at 9:53 pm on Jun 2, 2009
Olá Daniela! Dados referentes a unidade 4 contemplados.
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